Entrevista com Eduardo Gouvêa: “A Droom vai atuar em toda a cadeia de precatórios. Ganha o credor e ganha o investidor. Sobra mais dinheiro para todo mundo”

O fundador do Grupo Droom, Eduardo Gouvêa, especialista há mais de 30 anos no mercado de ativos judiciais, fala sobre a nova marca e o potencial desse mercado.

1) Qual o diferencial da Droom em relação à concorrência no mercado de negociação de precatórios e direitos creditórios?

A Droom diferencia-se da concorrência por ser um ecossistema completo, que oferece as soluções para o credor e para o investidor em ativos judiciais. Temos expertise na estruturação de soluções para os diferentes públicos. Pelo fato de sermos uma empresa com DNA Jurídico, que nasceu a partir de um escritório de advocacia, o GAE (Gouvêa Advocacia e Estratégia) que atua há mais de 30 anos nesse mercado, entendemos as dores tanto do credor do precatório, que busca a melhor avaliação do seu crédito, como também a perspectiva do advogado. Além disso, oferecemos as melhores alternativas para quem quer investir em ativos judiciais, com segurança e rentabilidade. A Droom trabalha na cadeia toda: origina crédito, faz a intermediação, tokeniza e democratiza o crédito. Assim, conseguimos diminuir a quantidade de intermediários e, consequentemente, reduzimos o custo da operação. Ganha o credor e ganha o investidor. Sobra mais dinheiro na mesa pra todo mundo.

2) Como o senhor enxerga o desenvolvimento desse mercado nos próximos anos e como ele pode contribuir para a economia do país?

As Emendas Constitucionais (ECs) 113 e 114 transformaram o precatório em moeda, com possibilidade de diversos usos: desde o pagamento de outorgas, privatizações, quitação de dívida ativa e compra de imóveis públicos. Com isso, mais pessoas passaram a olhar para esse ativo judicial com interesse. O mercado, que era de algumas dezenas de bilhões de reais em precatórios, agora se amplia. A cifra escalou para trilhões de reais que podem ser absorvidos no mercado e que se tornam alvo potencial de negociação. O mais interessante disso tudo é que ativos que estavam enterrados no Judiciário agora serão direcionados para a economia real.

3) Pela sua experiência de 30 anos nesse mercado, quais as recomendações para quem quer investir em precatórios e direitos creditórios?

Minha recomendação é cercar-se de bons profissionais, procurar escritórios especializados em créditos judiciais e não apenas em tributário. Muitas vezes, o escritório tem boa técnica para o direito tributário, mas não tem expertise na avaliação do ativo judicial. É preciso contar com o especialista em originação de créditos judiciais porque ele é capaz de avaliar risco (quando ele existe) e precificar de forma adequada. São esses especialistas, conhecedores do mercado, que dão transparência e segurança jurídica nas transações. Para aquele que está ofertando o precatório, importante ter a certeza de que vai receber o preço justo pelo seu ativo. E, para o investidor, ter a perspectiva de compra de um bom ativo, com segurança e boas taxas de retorno. Não custa lembrar que estamos falando de um mercado pujante: por ano, são pagos R$ 55 bilhões em precatórios e, agora, com a possibilidade de se fazer compensações tributárias, esse número vai aumentar muito.

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